A Central ganhou uma caixa-preta. Igual à de um avião.
role para descer ao registro ↓
Ninguém aqui tem culpa, nem o cliente nem o suporte. O cliente relata o que ele vê. O problema era o que a gente não via. Cada pergunta custava um dia de espera, e o problema continuava lá, atrapalhando o trabalho de quem relatou.
Só então a investigação começava.
Isso resolve a pergunta que a gente mais fazia: "me conta o que aconteceu". Agora quem conta é o próprio aparelho.
erro na tela de lançamento · 14h32
falha de conexão · 2 ocorrências
painel → lançamento · versão de 16/07
Sem o cliente digitar nada. E com um limite, por respeito: a caixa-preta não grava senha, não grava conteúdo pessoal, não grava o que o cliente digita. Ela grava o diagnóstico técnico, nada além.
"A FIV da minha vendedora não aparece."
FIV encontrada.
Situação: aguardando assinatura.
Antes, uma frase dessas gerava suposição. Agora a WanIA vai no registro e olha. Se a FIV existe, ela responde com a situação real na mão. E se o registro não existe de verdade, o chamado sobe pra equipe como possível falha nossa. Nunca mais "você deve ter esquecido de salvar".
O tema número um dos chamados é acesso: senha, convite, permissão. A WanIA enxerga o acesso real da pessoa antes de responder. Em vez de perguntar "qual é o seu papel na empresa", ela já sabe, e responde de acordo. É por isso que a resposta parece de quem conhece a casa: porque conhece.
Um erro isolado pode ser um caso. O mesmo erro em empresas diferentes, na mesma semana, é outra coisa: é um incidente do sistema. O radar acende sozinho e a prioridade sobe antes de mais gente sentir o problema. Ninguém precisa abrir três chamados pra gente perceber o padrão.
avaliações com nota 5, todas as recebidas desde o novo aviso
resposta com diagnóstico já na primeira mensagem
avaliações de chamados antigos recuperadas pelo novo aviso
Sinceridade com o número: quatro avaliações é uma base pequena, não é estatística. Mas o sinal importa pelo contraste. Antes da mudança eram zero avaliações. Em dois dias, quatro pessoas avaliaram, todas com nota máxima, e duas delas eram de chamados resolvidos dias antes e resgatados pelo novo aviso. O termômetro começou a funcionar.
Essa segunda entrega nasceu de um susto no mesmo dia. O resumo: a única informação que existia sobre uso era a data do último login, e ela engana. A partir de agora a Central registra presença de verdade: quem entrou, em que dia, em quais áreas trabalhou. Em poucas semanas isso vira um mapa de adesão por empresa.
O login só é registrado quando a senha é digitada. Quem permanece conectado nunca aparece. Esse é um caso real do nosso banco, sem nome, de propósito. Pela data de login, a pessoa estava sumida havia mais de três semanas. Na realidade, estava trabalhando na plataforma naquele exato momento.
A gente estava a um passo de levar esse número pra uma conversa de cobrança. Teria sido injusto com uma pessoa que estava ativa. Foi esse susto que fez a segunda entrega do dia nascer: medir presença de verdade, área por área, dia por dia. É a diferença entre cobrar com achismo e conversar com dado.
O registro nasce no aparelho de quem usa. Serve para enxergar tendências e conversar. Não serve para tribunal.
Fica dito antes que alguém pergunte: o registro de presença é autorreportado pelo aparelho do usuário, então uma pessoa muito determinada consegue distorcer. Pra acompanhar adesão e puxar conversa, é exatamente o que precisamos. Pra acusar alguém formalmente, sozinho ele não basta, e nós sabemos disso desde o primeiro dia. Número apresentado sem o próprio limite desmonta na primeira contestação. O nosso vem com o limite escrito.
Avisar quem abriu o chamado no momento em que ele é resolvido, com a avaliação a um toque de distância. Hoje o cliente descobre quando volta à plataforma. Essa é a próxima peça da esteira, e ela já vem desenhada com a avaliação embutida no próprio aviso. Resolveu, avisou, avaliou. Um toque.
Para quem prefere ver tudo de uma vez: o caminho do chamado em cima, as provas no meio, a segunda entrega embaixo. O tracejado é o que vem agora.
um clique, de qualquer tela
sozinha, sem digitar nada
com todo o contexto
com o diagnóstico pronto
nota com um toque
sem o usuário fazer nada
no fuso de Brasília
quem usa, quem sumiu
o limite vem escrito junto do número
Entregue e verificado em produção. 16 de julho de 2026.